Luís Cardoso: uma voz marcante da literatura timorense
Luís Cardoso é reconhecido como um dos mais destacados escritores de Timor-Leste e uma figura de referência da literatura contemporânea em língua portuguesa. Nos seus livros, cruzam-se a memória, a identidade, o exílio e a história do povo timorense, temas que têm contribuído para dar a conhecer a realidade do seu país a leitores de diferentes partes do mundo.
Nascido em Kailako, Timor-Leste, em 1958, veio para Portugal em 1975, na sequência da ocupação indonésia. Para além da sua atividade literária, teve também um papel importante na defesa da autodeterminação e da independência do povo timorense.
A sua estreia literária aconteceu em 1997, com Crónica de uma Travessia, uma obra de referência na literatura de Timor-Leste. Ao longo do seu percurso, publicou vários títulos, entre os quais Requiem para o Navegador Solitário (2007), Para Onde Vão os Gatos Quando Morrem? (2017), O Plantador de Abóboras (2020) e Hotel Timor (2025). Em 2021, O Plantador de Abóboras valeu-lhe o prestigiado Prémio Oceanos, tornando-o o primeiro escritor timorense a receber esta distinção.
Em 2023, o seu contributo para a literatura e para a causa timorense foi reconhecido pelo Presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que lhe atribuiu o Colar da Ordem de Timor-Leste.
Em 2026, Luís Cardoso é o autor homenageado pelo “Escritaria”, iniciativa que celebra grandes nomes da literatura de língua portuguesa e aproxima escritores, leitores e comunidades através dos livros e da palavra.
Durante uma semana, Penafiel transforma-se num espaço de celebração literária, reunindo escritores, leitores, escolas, associações e instituições culturais. É uma oportunidade para descobrir autores, partilhar histórias e reconhecer a literatura como uma ponte entre culturas, memórias e pessoas.




